No âmbito do projeto “Entre Ciclos”, uma parceria entre o CETI, a TSF e o JN, o Prof. Dr. João Luís Silva Carvalho e a Dr.ª Ângela Ribeiro debateram os desafios associados à reserva ovárica e o impacto do adiamento da maternidade em Portugal.
O objetivo é claro: promover a literacia reprodutiva, permitindo que as mulheres tomem decisões informadas sobre o seu futuro.
Muitas mulheres acreditam que a gravidez pode ser adiada indefinidamente sem consequências. No entanto, essa ideia não reflete a realidade. Ao contrário dos homens, as mulheres nascem com uma reserva finita de óvulos, que diminui progressivamente ao longo do tempo.
Nesse contexto, e perante as pressões sociais e económicas que contribuem para o adiamento da parentalidade, a criopreservação de ovócitos surge como uma alternativa.
Esta técnica permite congelar os óvulos, idealmente antes dos 33 anos. Com taxas de sobrevivência após descongelação superiores a 85%, a criopreservação pode funcionar como um “seguro de fertilidade”, permitindo preservar o potencial reprodutivo até ao momento em que a mulher se sinta preparada.
Assista ao debate completo aqui.

